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DEAMBULANDO

por avidarimar, em 13.04.15

Procuro elevar o pensamento

A todas as potências desmedidas

Levá-lo na prancha do ilusório

Até que as ondas do mar se imobilizem

A saborear o licor do meu silêncio

Sem capa de fuligem.

 

Quero trepar pelos catetos

Com o calor das palavras

Cravar no vértice superior

O quadrado da minha ignorância

Demonstrar que o meu saber

É parco de substância.

 

Intento mergulhar a pique

Ao fundo da razão

Ouvir a brisa que jorra

No soletrar da emoção

Em tudo o que mantém vida

E perceber porque ri e chora.

 

Sonho alcançar o equilíbrio

No delírio da guitarra

No calor da discussão

Sentir no remexer da memória

o gelo da angústia sufocante

No sepultar da ilusão.

 

Busco sentido nas coisas

Transpondo o sentido das palavras

Sem evidente certeza

Palpar que as pedras são pedras

Pois só quando confuso

Percebo na pedra a beleza.

 

Para além da aparência

Olho na beleza o objecto

E da sua geometria

Na sua envolvência

Para lá dos meus olhos

Entendo a sua mestria.

 

LUMAVITO

29/3/2014

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publicado às 21:59



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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