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VIVER OBRA INCOMPLETA

por avidarimar, em 13.04.15

Este ar melancólico

Que todos os dias me assola

Esta forma de discussão interior

Este quase permanente reboliço mental

Que nasce indolor

Como se de erva crescente se tratasse

Quase se confunde com instabilidade

Bem longe da realidade

 

Olho o crescer do matagal

E por vezes

Se assemelha a solidão

Sem que saiba tecnicamente discutir

Dou por mim meio feliz

Porque discuto comigo

Amargura

Sem perceber o sentido

Rebusco razões da solidão

Ou do silêncio não sei

Sentimento brunido

E não as vejo não as sinto

Nem vislumbro razão

Para a sua evocação

Direi que é antes

Uma situação estranha

Entre o mim exterior

E o meu eu

Só meu

Inexplicável

Porque é sentido

E não de descrição razoável

Um tipo de análise natural

Que distingue entre a aparência

E a realidade que se entranha

 

O que projeto ser

E os planos que eu traço

Servem de porto de partida

Com eles construo visão

No que se assemelha

A tresloucada corrida

Neles alicerço crescer

Embrenhado nasce a ambição

E nesta navegação

Surgem as dúvidas

Incertezas no resultado

Atingem-me laivos de tristeza

Se o plano se vai cumprir

Por não carregar a certeza

Quando o resultado emergir

 

Dado um clique

Nas entranhas da solidão

Lesta

Catapulta a mensagem da ousadia

Ou ficas como estás

Com projetos anseios

E sem obra

Ou vingas

E vences os receios

 

Escavo mais profundo

Nos alicerces do ser

Desenterro ferramentas

Talhadas em ferro forjado

Ou quem sabe se já temperado

Inflijo-me de ganas de furor

Ou a obra nasce

Ou o sentir morre

 

Com coragem talho o bloco de pedra

De madeira ou o que for

Com ousadia acentuo as formas

Na determinação retoco pormenores

E leio-lhe os pensamentos

Na missiva dos ornamentos

 

É este lado isolado

De busca por satisfação

É obra feita

Sempre incompleta

Cavalgada pela inspiração

Tendo novo arrojo á espera

Pouco importa o que pareça

Talvez até com rasgos de loucura

É obra é da vida estrutura

Linhas de quem

Para além do feito

Mais procura

Sabendo que incerteza

Ansiedade solidão amargura

Têm o tempero essencial

Ser feliz hoje

Sentir

Não é fase definida

Terminal

É permanente conquista

Insatisfação modelar

Que dá o toque final

 

LUMAVITO

31/05/2014

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publicado às 23:15



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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