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TU

por avidarimar, em 14.04.15

 

Tu que olhas em redor

E me fitas com desdém

Tu que me encaras

Com um misto de simpatia         E rancor

Deixas-me angustiado  Agarrado à minha dor

 

Tu que me motivas        Ou me assaltas

No que tenho de mais íntimo

Tu que me viras costas

Carregado de desprezo

Ou agressivo     Me enfrentas

Assemelho-te   Ao Cabo das Tormentas

 

Tu           Figura nojenta                  Infernal

Tu que fugiste ao mundo real

E percorres os corredores da vergonha

Só reconheces na coronha

A caneta da tua mão

Tu que fizeste do fundamentalismo

O fundamental da tua razão

 

Tu hediondo bombista suicida

Que te deixaste manipular

És criatura perdida

Para ti não há sol             Não há luar

De ti      Ninguém tem dó            

Nem pode ter

Podes à vontade morrer

Mas vai só

Vai pra bem longe do mundo

Se quiseres        No deserto profundo

E sabes que mais

Não te escondas na cobardia

Corre sem parar

Vai-te matar

 

Tu que me olhas nos olhos

Ou me contornas            Alterado

Obrigado por seres tu

Por estares ao meu lado

Quando sentes que deves estar

E quando eu não quero que estejas

Só te digo           Embasbacado

Apesar de tudo

Obrigado

 

Tu que fazes de inconveniente

E que tens atitudes        Que entendo irracionais

Tu que me dás na cabeça

E me irritas         Com esse teu ar refinado

Por tudo isso                     Obrigado

 

Tu que me chateias        E me aborreces

Quando me chamas à razão

Porque não sei quem a tem

Apesar de tudo                               Pese o vinagre da vida

Desafias-me forma atrevida

Abandonas-me                               Deixas-me a falar sozinho

Fico a girar em roda livre como as velas do moinho

Mas nunca vais pra longe

Permaneces à distância                               Inteligente

Rondas-me        E incomodas-me

Com essa sombra permanente

Arde-me a cara pela ânsia

Obrigado por me dares essa sombra

Debaixo dum sol tão tórrido      E abrasador

E me livras de tanto calor

 

A ti         compreendo-te

O teu lado paciente

Tu que                 Frequente          Lidas comigo

Não te centras                 No teu umbigo

Quase sempre                 Me vês exposto

Fraquezas           Nota-las todas                  No meu rosto

De longe sabes os meus limites

Ainda assim não desistes            E insistes

Que posso fazer bem melhor

Se usar de persistência                E mais rigor

A ti         Amigo                  Amiga

Digo-te                                Com todo o fervor

Não me chateies

Sem qualquer favor

E de modo emocionado

Acrescento                        Obrigado

 

LUMAVITO

02/03/2015

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publicado às 22:02



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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