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SE A CARTA CHEGAR A GARCIA

por avidarimar, em 05.08.15

Levar a carta a Garcia

Ou trazer capas de gaspear

Será raspas de capear

Ou cartas de embalar

Já não sei

Se é algo sem regra nem lei

 

Fico tonto

Confuso

De saber que já não uso

Os correios para tal

Eles vendem tudo

É um negócio chorudo

Sobra o código postal

 

Correios é pra investir

Pra vender livros de mentir

Ou então sonhos de fingir

Que sonho  ir aos correios

Levar por próprios meios

Esta carta que faz rir

 

Não mais é possível

Correios não é mais nosso

É pra arranjar caroço

Pra quem mais tiver

Não é pra enriquecer

É de promover o crescimento

Da riqueza acumulada

E o resto sem nada

Assim se faz este viver

 

Longe vão os tempos

Da pujante mala-posta

Levava a correspondência suposta

De Lisboa até ao Porto

Em tempos há muito idos

O caminho era torto

Por entre o Casal dos Carreiros

Para os primeiros carteiros

 

Pioneiros da resposta

Por entre buracos da estrada

Na corrida apressada

Vertiginosa Infernal

Até à capital

 

Buracos na estrada

Quem a esburacou

Foi tanto artista que por cá passou

Que os buracos de ontem

São os mesmos de hoje

E se acossados

São quem mais foge

E o correio é pra saldar

Mais não é que roubar

 

É tudo o que o homem do caroço quiser

Só não é pra o que devia

Enviar uma carta a Garcia

Por muito que alguém queira

Esteja lá onde estiver

 

As ideias são minhas

O dinheiro não é meu

A única coisa que tenho

Além do que sonho

É sobretudo dever

 

Devo impostos submissão fiscal

Querem eles valores omissos

Fidelidade aos compromissos

Imponho-me eu

Nem que fique sem tostão

Queiram esses ou não

Continuo a dever

Vassalagem fora de questão

 

Por mais que me amarrem

Devo a mim próprio outro bem

A liberdade de pensar

Pensar diferente

Sem algemas morais

Essa liberdade que vale mais

Se quiser cada um tem

Se não se resignar dia a dia

Chegará a carta a Garcia

 

LUMAVITO

12/06/2013

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publicado às 22:16



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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