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SABER PARA EXPORTAÇÃO

por avidarimar, em 12.04.15

 

 

Jovem combativo da minha pátria,

Como os que o eram em sessenta,

Gente com dignidade própria,

Vertical e sonhador se apresenta,

Transporta a dor, qual angústia,

Desta política arrasadora e cinzenta.

 

Crescemos a pulso, vivemos esperança,

Aprendemos democracia, liberdade,

A nós, impusemos espírito de mudança,

Fizemos com esta gente, solidariedade,

Do nosso destino, a liderança,

Tudo isto construímos com vontade.

 

História esta tão intrigante e estranha,

Se repete nos tempos, de modo igual,

Certos tipos, gente sem vergonha,

Pouco a pouco, modo informal,

Vão minando a montanha,

Do nosso sonho, outro Portugal.

 

Ensino para todos, fomentámos,

Igual saúde para todos, sim senhor,

Regras de trabalho, produzimos,

A todos pusemos ao dispor,

Que aos melhores, promovemos,

O saber, pelo mérito, sem favor.

Construção pedra a pedra desta gente,

Gente obreira, de garra, laboriosa,

De vontade férrea, ebuliente,

Cumprir a tarefa assaz, honrosa,

Recuperar do atraso patente,

De propositada incultura vergonhosa.

 

Se enchemos o peito de orgulho,

É pela cultura do saber,

Passámos o espartilho,

De tristes e sós, outro ser,

Passar de pai para filho,

A vontade de vencer.

 

Formação esta não se compara

À que outrora emigrou,

Gente que não se formara,

Nem outras sortes ganhou,

Ganhou quem foi embora,

Ar digno, simplicidade, imperou.

 

De piegas a novos emigrantes,

Já tudo foi dito, proposto

Por estes grilos gaiteiros, falantes,

Dizem essas caras sem rosto,

Que somos meras pedras rolantes,

Sem direito a trabalho digno, suposto.

 

Não mais jovens a partir,

Aquele não é sua escolha, seu país,

Gente que não consegue sorrir.

A partida, só por si, é infeliz,

Gente que prefere contribuir,

Estar na solução, sempre o quis.

 

Não mais braços musculados de valor,

Acenando, dizendo adeus,

Clamando pela dor,

Sofrimento seu, e dos seus,

Esta é a sua terra, seja o que for,

Forte, bradando à terra e aos céus.

 

Não mais França, Alemanha,

Só porque não temos lugar,

Nem em vale ou montanha,

Queremos viver, ir e voltar,

Sem que nos imponham a escolha

De morrer ou matar.

 

Querem estes jovens ter direito

De optar, e querer ou não, sair,

Quando o que lhes vai no peito,

Nos diz, de verdade, a sorrir,

A oportunidade é seu proveito,

Escolher quem quer partir.

 

LUMAVITO

21/07/2013

http://avidarimar.blogs.sapo.pt/

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publicado às 23:58



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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