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RAPSÓDIA CORRIDA

por avidarimar, em 14.04.15

Noventa e quatro minutos         Interrompidos

Por um lápis e uma sebenta

Mil ideias desfiadas

Em ritmo de passo corrido

E o prazer que se ostenta

Não é cansaço                  Antes                   Entusiasmo desmedido

Com sabor a liberdade

Num percurso campestre

Em que os minutos não contam

E dá jeito             Agilidade

 

Mil ideias em turbilhão

Todas almejam chegar primeiro

O papel está receoso

De chegar à exaustão

Não importa o dinheiro

Nem tão pouco a sonhar

Palavra                                A palavra             Faço que coso

Como se as palavras      Se pudessem costurar

 

Mil ideias e uma cabeça

E a expressão de sentidos

Sem nada que nos impeça

De escrever todos os motivos

As terras cultivadas

Os terrenos de baldio

As culturas semeadas

Lançadas no tempo frio

 

A erva que cresce selvagem

E as ovelhas a comem frondosa

As canas baloiçam com a aragem

E a água do rio                  Corre buliçosa

A enxada            Na horta              Fica sozinha

E a lua                   Suspensa no céu             caminha

 

 

E da ponta do fio que se puxa

Desata-se o novelo

Segue a estrada o trilho e a ponte

É a couve            O olival                 E o bacelo

Sobe a serra      A encosta           E o monte

Precipita a cascata          A água corre na fonte

Em redor             Olhar com minúcia

Ao longe             O troar da ambulância

Rodar veloz ao sabor do vento

Rasgar no céu o intenso cinzento

Contornar a cerca           A rede                  Subir o muro

Ouvir a brisa em leve sussurro

Segue veloz o caminho

Levanta a cabeça             Enquadra o moinho

Ouve o melro    Fixa a vaca e o pato

Salta à frente do sapo e do rato

 

A correr passa o tempo

E que belo passatempo

Corre ao lado o rio

Parado fica mais frio

Para trás ficam                O velho                E o novo

Também eles são do povo

Sobe a Sul           Desce a Norte

Correndo será mais forte

Em cada passada

Vai crescendo a jornada

Ao passar por cada flor

Floresce intenso odor

Toca o sino no cimo da igreja

A árvore do adro braceja

O galã                   A dama corteja

Sobe o tom do poema

Arrefece o corpo

Cresce o dilema

Como terminar o discurso

E atingir firme porto

Sem o perigo de acordar morto

Pelo tédio e apatia

Corrida dançada              Ao som

De magistral sinfonia

Por entre vales                                E serrania

Sebes                   E arbustos

Saborosos          Noventa e quatro minutos

 

 

LUMAVITO

22/02/2015

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publicado às 21:59



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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