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PAIXÃO COISA SUBJECTIVA

por avidarimar, em 11.04.15

Gostaria de amar o mundo

Todo ele sem excepção

Entender a diferença, saber da postura

Ter noção de tolerância

Seria causa maior tal como esperança

Ou utopia, já não sei

Seria forte razão para acreditar

Que estaria formal de abundância

Em forte crença

Que o que parece também é

É mera questão de fé

Não fosse eu diferente

De quem atentamente

Das palavras que escrevo é leitor

E intérprete

Que vê o mundo com paixão nua

Sentimento próprio

Dos termos do seu colóquio

Com esta e outra gente vivo a minha

E a tua

 

Amar ardentemente     é coisa pungente,

Tem forte picante           que no arder da chama,

Já não é chama                 é incêndio

Cada um seu “ai” clama

Sem que não queira ser real

É a dita inclinação para relação maior

Com o ser vertical

Paixão é animal

Noutros casos   fatal

Nem por isso a deixes morrer

Eu vivo a minha                                na rua  no carro

De manhã e à noite

Na cama, no chão

Até que a alma sinta

Que vale a pena amar,

E que por tal      não sejas monumental

E fatalmente ingénuo

 

O que pode ser não será

Nestes casos     bela paixão

Pode ser assim                 de molde dúbio e perigoso

Afeto violento grande inclinação

Do violento já sabemos

Que o que nós queremos

Não é nada atroz

De inclinação

Não é coisa direita

Na análise nada tem de bondoso

 

Razão que temos pra sermos

Bastante mais seletivos

Nesta moda impar

O mundo que é diferente

Nada pode ter de único

Na diferente forma de amar

Eu amo sem inclinar

Este plano linear

Que o direito é fortuito

Já que a igualdade não é igual

Nesta forma de tratar díspar

Duas pessoas diferentes

Apenas pelo estatuto

 

Pode-se ainda abordar,

Paixão como impressão viva

É coisa impressa              com impressão

Coisa mais plástica

De outro modo de amar

Como goma e pastilha elástica

De mascar demoradamente

Para descontrair

E há já quem diga

Que a palavra “paixão” nada tem de cordata

Aliás coisa parca de qualquer consenso

Neste mundo imenso   que é o mais fértil

Na interpretação bem diferente

Cada qual que modele

Não pela cor da pele

Nem pelo dado sexual

Mas é   isso sim               na forma de amar

Conforme convém tratar

A conveniência minha em ter qual relação contigo

De amor ou negócio

Inverso ao meu ócio      antes castigo

Para o que o outro pretende

 

Amar o meu amigo         é purificar o coração

Para permitir que amor entre nele

Pois até o mel mais doce azeda

Se não cuidares que pote que o suporta

Nada tem que contamine

De forma porca e sabuja

O lixo que a amizade permite

 

Quem da paixão entende, que é

Perturbação desordenada do ânimo

Desordem maior não tem

No caldeirão das ideias

É maneira mais enrascada

De ver que universo

É coisa que, de modo intenso

Está perturbado

É roubar o espaço, a quem quer amar

Intensa e acaloradamente

Ainda que modo diferente

Se sinta mais confortado

 

Paixão é sentir diferente

Desta e outra mente

É calor da relação que o humano constrói

Na sua forma de amor em cada qual

Trator

É cor no coração

Que puxa a relação de farta amizade

Da tolerância e de constância

O motor

E a dor que a paixão violenta mói

Deixa marcas constantes

Em gentes que são diferentes

 

LUMAVITO

11/06/2013

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publicado às 23:22



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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