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ORGULHO DE QUÊ?

por avidarimar, em 11.04.15

Bicho eu, como assim?

Sou o delfim de outro ditador breu,

Exterminador, implacável,

Brilhante acho o pensar meu,

Quem se esquece do meu filósofo?

Tais relvas aparado, no meio deste prado,

Saiu daqui acossado,

Mas anda por aí,

De auditório em corredor,

Qual negociata mor,

Sorrateiro a dar autógrafo,

A cada raro admirador.

 

Em cinco do seis

De dois mil e treze

Como no dia a dia,

Papéis

Vergonha é coisa sem censo,

Esta figura de proa

Teve o desplante

Com cinismo e prazer,

De afirmar

Que tem muito orgulho

No trabalho que está a fazer.

 

A fazer ou destruir?

Pergunto eu,

Qual o elemento agora melhor

Da nossa vida,

No todo como país,

Individual nem falar,

Esta recuperação fingida

Reformar ou empobrecer

Recuperar ou afundar,

Fazer feliz ou desgraçar,

Criar colocação ou desemprego

 

De facto, tem feito pobreza,

Tem cavalgado avareza,

Construído a desgraça,

A todos despreza,

Conquistado desemprego,

É obra já patente

Em vez de falar verdade

Mente.

 

Laranja podre do meu quintal,

Porque andas ainda aqui,

Agarro no sacho e cavo,

Abro um buraco, e nele te mergulho,

Além de entulho,

Tu serás estrume

Da minha horta, não será por mim,

Que tu segues caminho.

Terra em cima, três palmos,

Aproveito, e contigo vai falsa porta,

Amigo do reformado,

Quando estiver enterrado.

 

Maçã podre do meu quintal,

Qual gaspacho, não te ocorre,

Em breve dará o salto,

Para os lados do banco europeu,

Que fique por lá muito tempo,

Espero eu,

Esperamos nós,

Que não se erga mais a voz,

Que vem aí outro mal,

Que frutos estes deu,

E que nasceu,

Lá por alturas de seis de dois mil e onze,

Não queiras estátua de bronze,

Nem sequer, de papel

Antes uma de pau,

Para te enfiar

No fundo da coluna vertebral,

Ou te pendurar no jardim,

Nosso espírito sossegarmos, no final,

Ou, se quiserem, por fim.

 

LUMAVITO, 9/6/2013

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 23:12



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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