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NOÇÕES DE ECONOMIA I

por avidarimar, em 20.05.15

 

OU MERCADO DOS ESPERTOS

 

Os bons bocados não são de quem os faz

Mas sim de quem os come

Se os olhas fixamente

E te perdes no tempo

Não suportas tanta fome

 

Entrar no jogo da economia

É verter mais sangue pela pele

Criando uma anemia

O pão que alimenta a carne

Impregnado em gotas de fel

 

O bolo desenformado do mercado

É do gérmen da semente

O tributo inestimável

Guardada ao passar do arado

Faz parecer bem agradável

 

Para saboreares uma fatia

Além dos ovos açúcar e farinha

Juntar-lhe-ás fermento

O resto é contributo

Saída que se adivinha

 

 

Para o patrão o trabalho enaltece

Apenas paga os juros

Do favor do teu emprego

Vais ficar em apuros

O capital nunca amortece

 

Ainda assim se algum dia

Tentares abater o capital

Nadando braço a braço

Dás o estoiro de cansaço

Antes de atingir o final

 

Nunca saldarás a dívida

Pois o perfil de esperto

Só alguns são bafejados

Não atinge todos os lados

Com o efeito do tacho certo

 

 

O trabalho é como tudo

Se feito diversas vezes

Mais não passa que de vício

Toma o ciclo da rotina

Chamam-lhe os ossos do ofício

 

Não queiras ser dependente

Da rotina do trabalho

É uma questão de saúde

E para tal corrosiva doença

Não há metadona que ajude

 

O curso com mais saída

Neste novo mercado

É o bacharelato em farejo

Quem o tem cheira o teu dinheiro

E não entras no festejo

 

Se virtude é trabalhar

E isso não dá estatuto

Vende gravata e jaquetão

À porta da Assembleia

Essa farpela remedeia

O jeito do charlatão

 

No dia em que lá entrares

E consigas botar discurso

Défice dívida PIB inflação

Serás o senhor sabichão

Muitas pancadinhas nas costas

E um lugar na administração

 

Se não usas de esperteza

Em vez de ires à caça

Mais não és do que presa

Não te armes em pateta

Enterrado entre o mato

Com postura de poeta

 

 

LUMAVITO

19/05/2015

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publicado às 00:26



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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