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NATURALMENTE O SILÊNCIO

por avidarimar, em 14.04.15

Hoje as palavras esvoaçam pela cidade

Circulam altas e em pregão

Nas ruas há gente diferente

Na descoberta deste mundo agitado

As ruas estranham os dialetos atrapalhados

Hoje há gente nova na cidade

Vieram ter com os parentes

 

Hoje não há gente na aldeia

O som das pedras ecoa sem limite

E as águas do rio recitam alegremente

Os desvarios do vale cavado

 

O cão é dono da planície

E lá longe

O sino declama uma estrofe do poema

Hoje brilha o som metálico do espantalho

E o sibilar das velas do moinho

 

Evidentes

Só os limões amarelos de maduros

Carregados de acne facial

E o sol que vigia os movimentos

Da sombra das casas vazias

Nos quintais

 

Escuta a brisa ao som da arpa

As cordas rangem docemente

Atenta o som dos violinos

Nas árvores que se agitam

No largo da aldeia

Observa a orquestra sinfónica

Instalada no anfiteatro

Do sopé da serra

Na encosta virada a Sul

 

Cantarolar

Só aos pássaros compete

Na sinfonia do silêncio

 

LUMAVITO

05/04/2015

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publicado às 22:59



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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