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MÁGICA PAUTA DE MÚSICA

por avidarimar, em 14.04.15

Pelas ruas da aldeia        Passo a passo    poste a poste

Caminha no silêncio da noite escura      Mensageira de luz

A pauta passa suspensa               no silêncio

Transporta a essência do aconchego

Para os corpos                  Corpos encolhidos          regelados

Para que na noite fria    O Inverno fique mais acolhedor

Quando revelar o milagre           ao ligar o interruptor

 

Poste a poste                    Passo a passo   

Por entre a penumbra da noite                               Construindo partitura

Carrega                notícias do mundo         devoção religiosa diversão e cultura    

Enche o ecran   de sete anos de RTP

Pelas ruas da aldeia        a pauta de música           Alimenta saber

Pela pauta          na povoação      chega o tempo de lazer

Emoção para quem a vê

 

Pelos caminhos empedrados da aldeia

Circula uma pauta de música                     que pensava retilínea

Por entre as linhas          À luz do dia

Saltitam os pássaros      em cadeia

Nas linhas de pauta        poisam casais de rolas

Loucamente      apaixonadas

Envolvidas na conquista               como em contos de fadas

 

Entre as linhas de pauta               Chilreiam notas encantadas

Arrulhar de um pombo                corteja a sua noiva

Por entre as linhas de pauta      Os raios de sol esbatem-se

Na estrada empoeirada da aldeia

Por entre as linhas do pentagrama

A vida flui como canto de sereia

 

As notas pulam soltas   Na pauta da aldeia

Clave de sol       oitavas                 dó ré mi               semicolcheia

Passarada em voo          pipilante

Meigas                 irrequietas         doces criaturas

Em mágica vida em grupo           comitiva ambulante

 

Por este roteiro                               de notas de música

À aldeia chegou mais vida          os putos boquiabertos

Os desenhos animados                               filmes de cowboys

Histórias de encantar                   

No alto destes postes                   corre a alegria

Que dá cor aos corpos solitários

Aos corações amargurados       de uma jornada difícil

Nas linhas desta pauta                 corre suspensa

Nova página de esperança

 

Talvez por estas linhas  chegue o fim do abandono

Talvez estes postes                        uniformemente              espaçados

Que soletram    em uníssono    “CAVAN -mil novecentos e sessenta e três”

Nos arranquem da solidão

Talvez estes postes                       apontem alguma vez

Para um céu mais risonho

Talvez esta pauta            cante a sonata

E o caminho do futuro                  deixe de ser mero sonho

 

LUMAVITO

03/04/2015

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publicado às 22:53



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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