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INDIFERENÇA

por avidarimar, em 02.08.15

Rasgadas as vestes

De dama violentada

Não importa ouvi-lo

Na raiva da ousadia

Convém eliminá-lo

Estocada dirigida

Bem direcionada

Atinge o cerne

 

O corpo imóvel

Espirito moribundo

O céu escureceu brutalmente

O vento sopra de rajada

Os cabelos são

O único sinal de movimento

 

Prostrado

Ergue lentamente a cabeça

Os carros passam

As pessoas passam

Indiferentes

 

Difícil é erguer-se

Dói ver passar punhos de renda

Imaculados

Como se nada acontecesse

 

Nesta luta

As armas são desiguais

Há uma mão que ajuda a levantar

Todas as outras não

Imperam os valores do faz de conta

É este o mundo cão

 

LUMAVITO

28/07/2015

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publicado às 22:05



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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