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FAINA

por avidarimar, em 16.04.15

Nos sulcos do mar do teu cabelo

Um bote cruza as ondas agitadas

Na tua face

Um olhar fugidio

Consome os gestos perdidos

Da aurora boreal

 

No piano do teu peito ofegante

As teclas rangem

A melodia das gaivotas

Que esvoaçam em redor das redes

Prenhas de peixe

 

As tuas mãos estão mobilizadas

Tensas                 Trémulas

Aguardam qualquer coisa que lhes escape

E lhes dê fruto                  de tanto esforço

 

E os teus pés

Pisam as cordas da viola

Pasmada da violência da faina

O som abafa-se                               no cansaço

 

As canastas estão cheias

E a orquestra parou

Escuta-te

Vê-te consumir o tempo

Esse tempo que nos falta

Mas não faz falta

Para estarmos…

Grito de espanto

Saboroso este viver

Ver desligar a luz do sol

Finda que está a esfrega

E o teu corpo ensaia

A agitação das águas

 

E começa a dança            da tua silhueta

Pelo meio da refrega

Sorrateira

A penumbra toma conta do momento

Porto de abrigo

Onde roçam os cascos da fadiga

Os lençóis escondem a nudez

Dum mar profundo de segredos

Misterioso é o sono

Balouçando nas águas da bonança

 

LUMAVITO

09/04/2015

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publicado às 22:58



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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