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EU

por avidarimar, em 14.04.15

Eu…

Eu quero saber quem sou

Esta forma insistente de questionar

Eu           Que não vejo em mim

Uma fórmula regular

Com estes genes            Que não conheço

Quero saber porque sou eu

Quero   Por tudo o que olho       Ter apreço

E saber que        Apesar de tudo

Esse ser não parou         E cresceu

Atingir o limite do porquê

E para lá da ilusória aparência

Para além de olhar         Ainda vê

 

E eu cresci          Pensando

Não recordo o trajeto de início

Nem sei que caminho   Desde quando

Sei que estive bem perto do precipício

E todos os dias sem parar            Pergunto

Mais de mil coisas por saber

Mil questões de qualquer assunto

Todos os dias                    Mais perguntas num enredo

Em casulo

Tantas questões em segredo

Sei apenas          Que quero ir do horizonte          para além

Tantas coisas eu formulo

Sem que para partilhar                 Tenha alguém

 

Todos aqueles em que chorei

Os dias todos sem fim

Todos os dias em que ri

E os sonhos

Os sonhos que de facto                               Sonhei

Os sonhos que pelo caminho    Perdi

Todos eles          Deram força      Deram alento

Quando acordado           Me encontrei

Quando exausto             Sonolento

Mas não descurei

Fixando-me com olhar atento

 

Eu…

Eu sonho

Que quero ser mais alguém

Quero continuar a ter sonhos

Muitos mais                      Tantos

Mas quero também

Uma cabeça pensante

Dois pés assentes

Que me aflige desequilibrar

Nem que seja por um instante

Tenho desejos prementes

Que me fazem despertar

Sem que me obriguem a obedecer

Eu quero ser…

 

Eu quero ser eu                               Quero ser alguém

Que Para lá do material                                Se sente ser

Alguém que       Para lá do mortal             Deixe perguntas

A que alguém consiga responder

Nem é preciso que mo diga

Mas se quiser   Me indique o caminho

Todos os dias quero aprender

E alimentar este bichinho

Mesmo depois dum dia cheio

No limite da fadiga

Desfrutar de mim no que creio

Haja alguém que me diga

Que há muito por saber

 

Quero saber porquê

Porque nada tendo        Me sinto bem

Me sinto cómodo

Posso ter frio    Posso não estar agasalhado

Mas fome           Não

A fome não me deixa pensar

Não suporto      Não aguento

Provoca-me ansiedade                                Paralisação

Mais que o conforto      Careço de alimento

 

E assim

Sinto-me confortável                    Sinto-me muito bem

Já que perguntas            Não me faltam

Para tentar responder

É como Comer

Saborear tal prazer

Viver sabe-me tão bem               É tão agradável

Estar aqui neste degrau                               Desta escada

Tão ingreme      E irregular

Esta escada da vida        Que é interminável

Mas sei também             que há para mim

Um último degrau

Não sei se é o fim

Não me agoniza

Nem o sinto mau

Sabemo-lo         É a natureza a funcionar

Tudo nasce        E tudo acaba

Não temo esse último degrau

Onde hei de tropeçar

Sinto-me convicto          E não minto

Desconheço se é instinto

Que quando acontecer

Mais perguntas                Terei por fazer.

 

Qual é a força motriz

A mola que impulsiona

Que a qualquer pergunta me diz

Para além do que questiona

Que a essência de viver

É o contínuo      Questionando  Aprender

 

LUMAVITO

22/02/2015

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publicado às 22:00



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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