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CHUVA BÉLICA

por avidarimar, em 29.08.15

IMG_0170.JPG

 

Chove copiosamente

E os pingos

São como setas perfurantes

Bactérias disseminadas na pele

O bicho consome lento

O vigor

A força bruta

Que venceu tantas batalhas

E aos poucos se esvai

 

Esta guerra sofisticada

Gizada na escuridão dos dias

É permanente

A erosão desgasta

A resistência mais perene

E o silvo do comboio que passa

Desconcentra o mais atento

 

Chove torrencialmente

Encharcam-me as palavras fingidas

E os pés ensopados

Nesta lama constante

Esta simulação de humanidade

As sílabas envenenadas

Que amolecem

Esta pele intumescida

E penetram bem fundo

Mais fundo que o silvo do comboio

 

Chove torrencial

E brutalmente

No largo alagado

O homem debate-se

Com a enxurrada de palavras

O típico sufoco sádico

De abafar

Quem já quase não respira

Chove desalmadamente

E não abranda

 

LUMAVITO

20150829

CXLIX

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publicado às 23:01



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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