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CAVALGO SEM PARAR

por avidarimar, em 28.04.17

20170427_204016.jpg

 

 

Esvoaçam as crinas aveludadas

E cavalgo todos os pensamentos libertinos

Que a brisa fria e nostálgica

Nos presenteia

Com a quietude do infinito

Aqui tão perto

 

Tomado pelo vento

O cabelo esvoaça revolto

Neste pedaço de vida quase perfeito

A grandeza dos montes

Impregnada pelo austero das estepes

Acentuou a distância

Que nos separa do mundo

 

Só há acima

E acima desta visão celestial

Só os montes sem vales

Montes cinzentos, azul-prata

O alvo da plenitude branca

Da neve sedosa e implacável

 

Tenho ganas de subir ainda mais

E fugir deste mundo agreste e babilónico

Não há Sírias nem Palestinas

Não há Coreias nem Venezuelas

Nem mortos no Mediterrâneo

No terreno não há lugar para a disputa do petróleo

E a Europa dos valores que se esfumaram

Está bem abaixo de nós

 

Esqueci o que vai nos vales

E só a magnitude me enche a alma

Cavalo e cavaleiro são levados pelo sonho

De desfrutarem sem fim

Este paraíso terreno

Acordar não faz sentido

 

LUMAVITO

CLXXXVII

20170427

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publicado às 00:51



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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