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ACOMODAÇÃO

por avidarimar, em 14.04.15

Espero e desespero

Na ânsia de encontrar

Lugar para saborear o conforto

É pesado         complicado                       

Com dificuldade de acomodação

Prescindir da rotina confrangedora da cidade

São precisos comboios, composições          

De vontade

 

Para deixar o meu cantinho

Deixa-me sem jeito    Sem as muletas de precisão

Que a vida da cidade oferece

São os médicos e hospitais   

Os transportes à porta de casa

O jardim onde levar o cão

O carro estacionado frente à janela do quarto

Os elevadores escadas rolantes       

De subir na ilusão

São os cinemas           os teatros   

Os centros comerciais com as suas extravagâncias

Incluindo os aparatos            

Para atrair o consumismo

Sede de requintado brilhantismo

Julgava-me iluminado          

Imunizado a estas modernices

Eu que sempre acreditei       Que a vontade           

È mais forte que o vício                    

O vício é coisa de fracos E os fracos assim nasceram 

E nunca serão fortes

 

Eu que sempre clamei       

Que só é fraco quem não tem caráter

Eu que sempre procurei o exemplo 

O padrão para os outros

Sem mácula que se aponte

Ser a água da fonte

Rosa dos ventos para os perdidos P

orto de ancoragem aos foragidos

Eis-me aqui

Com ar de palerma incompreendido

Armado em animal ferido

Porque não arranjei jeito para o falhanço

Sou eu que sinto esse fracasso Eu sou o fracasso      

O que vive permanente

Atrás do nariz de palhaço

Dessa força anímica que apregoo   

E todos são fortes quando expostos 

À dificuldade manifesta

E agem com afronto à pressão        

Que os contesta

 

Fortes são os que preveem o difícil

E se preparam para o aniquilar

São fortes os que se preparam na bonança

Para resistir à tempestade   

Da falta de confiança

 

 

Não resiste quem veste a pele de génio

Nem triunfa quem se acha preparado

Só ultrapassa o obstáculo     

Quem sentiu dor no exercício

Aquele que insiste que o trabalho é constante       

Quem em caso algum diz "não" à entrega  

Ao empenho militante

 

OH! quão fraca é a mente    

Que não entende que a sua mestria

Será sempre relativa

Porque dependente da habituação

E não se prepara para a mudança

A vida em permanente conflito       

Com os desafios de cada tempo.

Porque esta sociedade, sem confiança        

Sem espírito guerreiro

Vai criando mecanismos de traição

Aos princípios    Ideais   Anseios

E vai-se auto mutilando         Em devaneios           

E frustrações

 

Somos filhos e somos pais    

Enteados e padrastos Somos orgulho          

E constrangimento

Somos entendimento Incompreensões        

Certezas e contradições

Encarnamos atitude      

E desistência

Auguramos o que entendemos o melhor

Construindo coisas incompletas        Sofríveis      

Desgastas pela utopia da perfeição

Por sentir que somos imperfeitos    

Renunciamos ao espírito de entrega

Alegando imperfeições defeitos      

Exaustos na refrega

 

LUMAVITO

19/12/2014

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publicado às 20:45



Pretendo abordar diversos temas da vida de um país, em claro desespero de sintonia entre governados e governantes. A forma pretende ser a poesia, com mais preocupação pelo conteúdo da mensagem que pela forma de estilo.

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